Em imagens: os mercados noturnos que mantêm o continente acordado
Quando os escritórios fecham, acende-se uma segunda economia. Fios de lâmpadas, grelhadores a carvão e bancas de tecidos transformam as ruas das cidades africanas em mercados depois de escurecer.

Às seis da tarde, a cidade muda de turno. Os trabalhadores de escritório vão para casa, e os vendedores que se instalam desde a tarde acendem as suas candeias. Nas capitais africanas, os mercados noturnos são o lugar onde grande parte da economia encontra os clientes: depois do trabalho, na frescura da noite, sob fios de lâmpadas.

As bancas vendem de tudo: especiarias à caneca, milho e peixe grelhados, capas de telemóvel, sapatos escolares, medicamentos e música. Muitos comerciantes ocupam o mesmo lugar há décadas, e os clientes são vizinhos que os tratam pelo nome.

Chegar lá faz parte do espetáculo. Os mototáxis serpenteiam pelo trânsito, levando clientes, comerciantes e as mercadorias do dia seguinte. Para muita gente, é o transporte mais eficiente da cidade, e mantém os mercados abastecidos.

Estes mercados são informais, mas não são marginais. Dão rendimento, alimentam famílias e oferecem aos jovens empreendedores um lugar por onde começar. As cidades que os planeiam, com iluminação, água e acesso seguro, tendem a vê-los prosperar.
O que as cidades podem fazer
Os planeadores que tratam os mercados noturnos como um problema a gerir costumam perder o que eles oferecem: espaço público seguro depois de escurecer, comida acessível e o primeiro degrau da escada dos negócios. Medidas simples, de melhor iluminação e água limpa a bancas marcadas e taxas previsíveis, ajudam comerciantes e clientes e tornam a rua mais segura para todos.